Venho da terra assombrada
do ventre da minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguem
Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci
Trago boca para comer
e olhos para desejar.
tenho pressa de viver.
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder
Minha barca aparelhada
solto o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada
Nao há ventos que nao prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham
Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguem as veceu
Com licença Com licença
Que a barca se faz ao mar
Nao há poder que me vença
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar
Antonio Gedeao
domingo, 16 de dezembro de 2007
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